Suprema Corte de Honduras aceita denúncia contra militares golpistas

TEGUCIGALPA - O presidente da Suprema Corte de Honduras, Jorge Alberto Rivera, acolheu nesta segunda-feira a acusação do Ministério Público contra seis chefes militares por abuso de autoridade e expatriação ilegal do presidente Manuel Zelaya.

iG São Paulo |


Rivera, convocou os membros da Junta de Comandantes das Forças Armadas, liderada pelo general Romeo Vázquez, a depor na próxima quinta-feira. De acordo com Juan Carlos Sánchez, advogado dos acusados, Rivera se absteve de ordenar a prisão dos militares, como havia pedido o Ministério Público.

O "requerimento" contra a Junta de Comandantes das Forças Armadas foi apresentada pelo promotor contra a corrupção, Henry Salgado, na última quarta-feira (6).

Salgado disse ter pedido à mais alta instância da Justiça hondurenha que decrete a prisão dos militares e abra um processo contra eles. O promotor explicou que recorreu ao Supremo porque o caso envolve "altos funcionários" do Estado que incorreram em crimes de abuso de autoridade e expatriação.

Além de Vázquez, os outros membros da Junta de Comandantes são o subchefe do Estado-Maior, general Venancio Cervantes; os chefes do Exército, general Miguel Ángel García Padgett; da Aeronáutica, general Luis Javier Prince; e da Marinha, contra-almirante Juan Pablo Rodríguez, além do inspetor-geral das Forças Armadas, general Carlos Cuéllar.

Zelaya, que desde setembro passado está refugiado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, considera que o requerimento do Ministério Público pretende encobrir a verdade sobre o golpe de Estado e deixar os militares impunes.

Com AFP e EFE

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