Suprema Corte da Espanha confirma condenação de paquistaneses por terrorismo

Madri, 17 jun (EFE).- A Suprema Corte Espanhola confirmou hoje a sentença da Audiência Nacional que condenou os paquistaneses Mohammad Afzaal, Shahzad Ali Gujar e Mohammad Choudry a 5 anos e meio de prisão por colaboração com organização terrorista, após terem sido presos em Barcelona em 2004.

EFE |

Os três condenados faziam parte de um grupo de 11 pessoas, que, após sua detenção, foram acusadas de planejar atentados contra edifícios emblemáticos da capital catalã, apesar de a Audiência Nacional finalmente ter lhes absolvido deste crime, pelo qual a Promotoria tinha pedido para eles penas de 22 a 32 anos de prisão.

Segundo a Audiência Nacional, que absolveu seis dos 11 paquistaneses e condenou outros dois a penas menores, os processados enviaram dinheiro a pessoas como Amjad Farooqui, ativista ligado ao seqüestro e assassinato do jornalista americano Daniel Pearl em 2002.

Em sua sentença, este tribunal também confirmou dois envios realizados a Ahmed Khalfan Ghailani, filho de um "conhecido terrorista" e a Naeem Noor Khan, aos quais são atribuídas "responsabilidades" na Al Qaeda e que teria estado envolvido na preparação dos atentados contra o aeroporto londrino de Heathrow.

Rabei Osman El Sayed, absolvido pelos atentados de 11 de Março de 2004 na Espanha também pode ter sido destinatário de algum destes envios de dinheiro e que superaram os 17 mil euros.

Por isto, a Audiência Nacional considerou provado que os três acusados mandaram dinheiro a "reconhecidos" membros de uma rede terrorista internacional, que "significaram atos de colaboração material, não um mero apoio ideológico ou moral" e foram atos genéricos, "já que não se vinculava a entrega à execução de um plano concreto". EFE jav/fal

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