Suprema Corte congolesa declara Kabila vencedor das eleições

Tribunal da República Democrática do Congo rejeita pedido da oposição para anular votação e dá vitória a Joseph Kabila

iG São Paulo |

AP
Joseph Kabila é proclamado presidente da República Democrática do Congo
A Suprema Corte da República Democrática do Congo confirmou nesta sexta-feira que Joseph Kabila venceu a eleição presidencial, rejeitando pedidos da oposição para que o pleito fosse anulado.

Leia também: Oposição contesta resultados após reeleição de presidente congolês

O presidente da corte, Jerome Kitoko, disse que Kabila recebeu 48,95 % dos votos, contra 32,33% de seu máximo rival, o opositor Etienne Tshisekedi. "Consequentemente, Joseph Kabila é proclamado presidente eleito da República com maioria simples", afirmou ele no Ministério da Justiça.

A reivindicação que pedia a anulação da eleição foi apresentada pelo candidato Vital Kamerhe, ex-presidente da Assembleia Nacional, que terminou sendo o terceiro mais votado. Ele foi o único dos 11 candidatos que reclamou sobre os resultados provisórios da Ceni perante a Corte Suprema, instituição encarregada de confirmar os resultados oficiais.

No último dia 12, Kabila admitiu que houve erros nas eleições, mas defendeu a credibilidade dos resultados que deram a vitória. "Claro que sim, como nas demais eleições do continente ou em outras partes, houve falhas".

Três dias antes, Tshisekedi, líder da União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), tinha rejeitado os resultados, que classificou como "verdadeira provocação", e se autoproclamou presidente do país.

A Corte Suprema emitiu sua decisão um dia após a missão de observadores dos Estados Unidos colocar em dúvida a credibilidade das eleições. "Achamos que as eleições realizadas na semana passada na República Democrática do Congo carecem de credibilidade", disse Bruce Wharton, chefe da missão americana.

Na linha dos EUA, a missão de observadores da União Europeia (UE) também criticou nesta semana a falta de transparência e as irregularidades das eleições congolesas.

O pleito de 28 de novembro foi o segundo processo democrático realizado na República Democrática do Congo desde a queda do ditador Mobutu Sese Seko, em 1997. O primeiro foi em 2006.

O país ainda vive uma situação de instabilidade decorrente da Segunda Guerra do Congo (1998-2003), que envolveu vários países africanos. No país, está desdobrada a maior das missões internacionais de paz da ONU, com 22 mil soldados.

Com EFE e Reuters

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