A Suprema Corte da Suécia rejeitou nesta quinta-feira o recurso de defesa de Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, contra uma ordem de detenção emitida pela Justiça do país em novembro. Com a decisão, fica mantido o pedido de detenção contra Assange, que é acusado de estupro.
As denúncias contra o fundador do WikiLeaks foram feitas em agosto, quando Assange participava de um evento em Estocolmo. Ele negou as acusações.
No mesmo mês, a justiça sueca chegou a emitir uma ordem de prisão contra Assange, retirada pouco depois. Em 1º de setembro, o caso foi reaberto e em novembro uma juíza do país voltou a pedir a detenção do criador do WikiLeaks para que ele possa ser interrogado.
Na quarta-feira, a Interpol emitiu um alerta internacional de "procurado" para Assange.
A chamada "Notificação Vermelha" não é um mandado de prisão, mas um chamado àqueles que souberem do paradeiro da pessoa procurada, para que entrem em contato com a polícia. Segundo jornais britânicos, Assange está escondido no Reino Unido.
Alerta 'incomum'
O advogado de Assange sugeriu na quarta-feira que o alerta da Interpol tem ligação com a controvérsia causada pela divulgação de documentos secretos do Departamento de Estado americano, feita pelo WikiLeaks desde domingo.
"Não temos prova de uma conexão entre as acusações e a notificação da Interpol apenas dois dias depois da primeira divulgação das mensagens diplomáticas por parte do WikiLeaks", declarou o advogado Mark Stephens, em comunicado. "No entanto, é muito incomum que se emita uma notificação vermelha em relação às acusações (que pesam contra Assange)".
"Estamos investigando também se o pedido do promotor sueco de que Assange seja detido sem acesso a advogados, visitantes e outros presos está ligado a esse assunto (os vazamentos do Wikileaks)", acrescentou jurista.
Com EFE e BBC
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