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Supostos terroristas alegam relação com Líbano na TV estatal síria

Damasco, 7 nov (EFE).- A televisão estatal síria mostrou confissões dos supostos executores do atentado que, em setembro, matou 17 pessoas em Damasco, em que eles afirmaram pertencer ao grupo terrorista Fatah al-Islam e ter recebido dinheiro da maioria parlamentar libanesa.

EFE |

As autoridades libanesas e sírias se acusam mutuamente desde a crise de Nahr al-Bared de financiar e apoiar este grupo islâmico radical para desestabilizar seus respectivos países.

O sírio Abdul Baqi al Hussein, conhecido como Abu al Walid, identificou-se como o encarregado da segurança da Fatah al-Islam, grupo que fiou conhecido em maio de 2007, quando protagonizou, no campo de refugiados palestino de Nahr al-Bared, no norte do Líbano, um sangrento confronto com o Exército libanês.

Estes choques causaram a morte de dezenas de soldados e terroristas.

Em um programa transmitido ontem à noite, Abu al Walid confessou que, após conseguir sair com vida de Nahr al-Bared, tinha retornado à Síria onde recrutou a vários jovens para sua causa.

Al Walid deu os nomes e nacionalidades das pessoas com a qual tinha entrado em contato, a maioria sírios, embora também palestinos, iraquianos e iemenitas.

Além disso, afirmou que tinham mantido contatos com o partido político Grupo Futuro, presidido por Saad Hariri, líder da maioria parlamentar libanesa e com um discurso marcadamente anti- Síria.

O suposto líder terrorista insistiu em que a Fatah al-Islam tinha recebido fundos do Grupo Futuro através do Banco Mediterrâneo (Bank al Mutauasit) no Líbano.

Tanto o principal suspeito, como outros detidos afirmaram ter introduzido armamento e munição desde o Líbano para atentar na Síria com o objetivo de "desestabilizar e debilitar o país".

O canal estatal também mostrou imagens do material supostamente confiscado dos terroristas, entre os quais podiam fuzis AK, cinturões explosivos, munição, granadas de mão, e uma quantidade indeterminada de euros, dólares e libras sírias.

Entre os supostos membros do grupo apareceu ainda Wafa Absi, a filha do chefe do grupo radical Fatah al-Islam, Shaker Absi.

Abu al Walid também disse que entre os alvos na Síria havia centros de segurança e econômicos, assim como vários diplomatas, entre os quais um italiano e um do Reino Unido. EFE gb-jfu/jp

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