Supostos membros do ETA teriam sido treinados na Venezuela

Promotores espanhóis dizem que dois suspeitos de integrar grupo separatista receberam treinamento no país latino-americano

Reuters |

Promotores públicos espanhóis afirmam que dois suspeitos de integrar o grupo separatista basco ETA, detidos na semana passada, foram treinados na Venezuela, de acordo com documentos da Justiça divulgados na segunda-feira.

AP
Javier Atristain, em foto de março
A alegação ecoou uma acusação judicial espanhola anterior, de ligação do ETA com a Venezuela, o que gerou um conflito diplomático.

O juiz Ismael Moreno ordenou que Juan Carlos Besance e Javier Atristain fossem detidos sob a acusação de porte de armas e explosivos e por pertencer a uma organização terrorista, disse a ordem judicial.

A dupla, presa em Guipuzcoa, no País Basco, numa operação que descobriu 100 quilos de explosivos, foi treinada na França e na Venezuela no verão de 2008 antes de voltar para a Espanha, informam os documentos.

Em março, um outro juiz espanhol deu início a um incidente diplomático ao acusar o governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de ajudar os rebeldes do ETA. O juiz disse que rebeldes do ETA receberam proteção militar venezuelana em 2007 para chegarem a um lugar na floresta onde deram um curso sobre explosivos a membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O documento judicial desta segunda-feira não menciona as Farc.

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