Suposto míssil americano mata 20 insurgentes no Paquistão

Pelo menos 20 militantes islamitas morreram neste sábado em um suposto ataque com míssil dos Estados Unidos na região tribal paquistanesas que serve de refúgio para os talibãs, anunciaram autoridades do governo do Paquistão.

AFP |

"O número de vítimas fatais chega a 20. Devemos confirmar agora as identidades e nacionalidades", afirmou uma fonte que pediu anonimato.

O ataque com míssil destruiu um esconderijo de insurgentes na cidade de Ladha (noroeste), reduto do líder dos talibãs paquistaneses, Baitullah Mehsud, na região do Wazirisitão Sul.

O balanço foi confirmado por outra fonte dos serviços de segurança, que afirmou ainda que dois militantes árabes da Al-Qaeda estavam entre as vítimas.

Moradores da região afirmaram que combatentes talibãs cercaram o local que foi alvo do ataque, uma área isolada, e impediram a passagem.

Mehsud, ligado a Al-Qaeda, é acusado de ter planejado o assassinato da ex-premier paquistanesa Benazir Bhutto em 2007.

Nesta região, o Exército americano e a CIA, que operam no Afeganistão, são os únicos que possuem aviões espiões sem pilotos.

Os disparos de mísseis se tornaram frequentes nos últimos meses nas zonas tribais. O Paquistão protesta publicamente a cada vez, mas tanto a imprensa americana como a paquistanesa destacam que existe um acordo tácito entre Washington e Islamabad que autoriza os ataques.

Pressionado pelos Estados Unidos, o Paquistão, aliado chave de Washington desde o fim 2001 na "guerra contra o terrorismo", começou a mobilizar seu Exército em grandes ofensivas contra vários distritos das zonas tribais.

O incidente aconteceu um dia depois do enviado do governo de Barack Obama para o Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke, ter deixado o país, após reuniões com o comando militar.

rj-strs/fp

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