Plano inicial do governo Obama era julgar Khalid Sheik Mohammed, preso na base naval desde 2006, em tribunal civil

O secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, anunciou nesta segunda-feira que será na base naval de Guantánamo, em Cuba, o julgamento de Khalid Sheik Mohammed, o homem considerado mentor dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

O plano inicial do governo de Barack Obama era que Mohammed e quatro outros réus fossem julgados em um tribunal federal de Nova York, mas no fim do ano passado a decisão foi contestada por autoridades locais e parlamentares, que preferem vê-los submetidos a um tribunal militar por questões de segurança. Além disso, os tribunais militares limitam parte do direito de defesa dos reús.

Em dezembro, o Congresso impôs restrições à possibilidade de julgar presos de Guantánamo em tribunais civis americanos - uma proposta defendida por Obama. Por causa disso, o líder decretou o restabelecimento das comissões militares, suspensas no começo de seu mandato, para julgar alguns dos presos.

O Congresso dos EUA também limitou rigidamente a transferência de presos como Mohammed a partir de Guantánamo, exigindo uma notificação prévia e relatórios sobre os possíveis riscos da operação.

Mohammed, um líder da Al-Qaeda capturado em 2003 no Paquistão, está preso desde 2006 na base naval de Guantánamo.

Prisão

Um dos planos da Justiça americana, segundo Holder, é fechar a prisão militar na Baía de Guantánamo, apesar da decisão desta segunda-feira. Holder também afirmou que a pena de morte pode ser aplicada a Mohammed e os quatro outros acusados de participação nos ataques de 2001.

Com AP, BBC e Reuters

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