Suposto bombardeio americano mata 14 milicianos no Paquistão

Pelo menos 14 milicianos morreram nesta sexta-feira em um suposto ataque com mísseis dos Estados Unidos, que destruiu um campo de treinamento da Al-Qaeda em uma zona tribal do noroeste do Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão.

AFP |

As autoridades paquistanesas acreditam que quatro mísseis foram disparados contra o campo, na aldeia de Kumsham, 35 km ao sul de Miranshah, na província de Waziristão do Norte.

Fontes oficiais afirmaram que a localidade é dominada pelos líderes das tribos Wazir, que fica na fronteira com o Waziristão do Sul, outro reduto das operações dos talibãs e da Al-Qaeda.

Os termos militantes ou milicianos são usados pelas autoridades paquistanesas para se referir aos extremistas da Al-Qaeda.

Até o momento não foi possível saber se algum dirigente da organização terrorista morreu no ataque.

Um membro do serviço de inteligência paquistanês, que pediu anonimato, afirmou que o ataque "destruiu com sucesso o campo".

Recentemente, uma série de ataques contra alvos supostamente talibãs ou membros da Al-Qaeda nas zonas tribais do noroeste do Paquistão - todos atribuídos a aviões sem piloto de CIA - aumentou a tensão entre Washington e Islamabad.

Na segunda-feira, o presidente paquistanês Asif Ali Zardari afirmou ao novo comandante das operações militares dos Estados Unidos no Afeganistão e Iraque, general David Petraeus, que os ataques eram "contraproducentes" e poderiam ser prejudiciais ante a opinião pública do país.

As autoridades paquistanesas defendem o respeito à soberania e à integridade territorial do Estado.

Sexta-feira passada, dois ataques no Waziristão do Norte e do Sul mataram pelo menos 32 membros da Al-Qaeda.

O Paquistão aguarda a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para ver como Washington vai passar a lidar com a questão.

rj-phz/fp-lm

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