Suposto autor de atentado contra a CIA diz que queria vingança

O militante jordaniano que matou oito pessoas em uma base americana no Afeganistão supostamente havia jurado vingança pela morte do chefe do Talebã no Paquitão, Baitullah Mehsud, de acordo com um vídeo divulgado neste sábado pela emissora de TV Al-Jazeera. O vídeo não tem autenticidade comprovada.

BBC Brasil |

No vídeo, um homem barbudo e uniformizado que se apresenta como o militante Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi diz que a morte de Mehsud precisa ser vingada "dentro e fora dos Estados Unidos". Ele apareceria ao lado do sucessor de Mehsud, Hakimullah Mehsud.

Baitullah Mehsud foi morto em um ataque com míssil no Waziristão do Sul, perto da fronteira com o Afeganistão, em agosto do ano passado.

Sete dos mortos na base americana Chapman, na província de Khost, próxima à fronteira com o Paquistão, eram agentes da CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos). Este foi o ataque mais violento contra os serviços de inteligência americanos desde a explosão da embaixada americana em Beirute, no Líbano, em 1983.

A oitava vítima do ataque era um agente da inteligência jordaniana.

'Agente duplo'

De acordo com a mídia americana, o homem bomba era um agente duplo da rede extremista Al-Qaeda. Segundo os relatos, al-Balawi, de 36 anos, era um médico recrutado pelo serviço de inteligência da Jordânia e pela CIA para se infiltrar na rede extremista, com a missão de encontrar seus líderes.

No vídeo, al-Balawi parece ridicularizar a crença de que ele trabalhava para os Estados Unidos ou a Jordânia.

"O combatente a serviço de Deus não vai barganhar com sua religião e não venderá sua religião mesmo que coloquem o Sol em sua mão direita e a Lua na esquerda", afirmou, em uma referência a uma expressão contida no livro sagrado dos muçulmanos, Alcorão.

A correspondente da BBC na capital do Paquistão, Islamabad, Orla Guerin, disse que até agora o governo do país não comentou o assunto, mas o vídeo deverá aumentar a pressão para que as autoridades reprimam grupos militantes que atacam forças ocidentais através da fronteira com o Afeganistão.

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