Suposta vítima de Cain desiste de detalhar alegação de assédio

Segundo advogado, cliente não vê 'nenhuma vantagem em revisitar o caso', mas mantém sua alegação de que foi assediada sexualmente

iG São Paulo |

AP
Cain discursa no Capitólio, em Washington (02/11)
Uma das três mulheres que apresentaram uma queixa de assédio sexual contra Herman Cain na década de 1990 decidiu não dar mais detalhes sobre o assunto, informou seu advogado, segundo a rede BBC. Joel Bennett disse que sua cliente “não vê nenhuma vantagem em revisitar o caso”.

Bennet afirmou, entretanto, que ela mantém sua alegação de que foi assediada sexualmente por Cain, que agora é um líder inesperado na corrida pela candidatura republicana para disputar com o democrata Barack Obama a presidência americana em 2012.

O pré-candidato passou a semana respondendo a alegações de que foi acusado de assediar sexualmente mulheres quando presidia a Associação Nacional de Restaurantes, entre 1996 e 1999.

Nenhuma das três mulheres até o momento pronunciou-se publicamente. Duas delas receberam pagamentos do grupo que as impedem de falar sobre o assunto, mas, até então, a cliente de Joel Bennet buscava permissão para divulgar uma declaração contando sua versão da história .

Segundo Bennett, sua cliente, que segundo o site Washington Politico, teria recebido US$ 45 mil no acordo, ficou irritada com a resposta de Cain sobre o caso e estava, até então, disposta a esclarecer os fatos.

A associação Nacional de Restaurantes confirmou que uma acusação contra Cain foi arquivada. O grupo disse em um comunicado que concordou em renunciar ao acordo de confidencialidade feito como parte do acordo. Ela preencheu um requerimento formal interno alegando múltiplos assédios sexuais em julho de 1999.

"Como indicado pelo comunicado do Sr. Bennet, sua cliente prefere não se envolver mais a fundo na questão e nós respeitamos sua decisão", afirmou a associação.

Único negro entre os pré-candidatos republicanos, Cain apontou como responsável pela divulgação das acusações seria seu rival Rick Perry , que nega. Pelo menos até o surgimento das denúncias, o empresário conservador despontava como o favorito para receber a indicação republicana, num processo que começa em janeiro, em Iowa. Sua imagem se desgastou ainda mais porque ele apresentou versões conflitantes sobre se as mulheres receberam dinheiro para retirar as queixas, e gritou com jornalistas que pediam explicações.

Apesar disso, uma nova pesquisa indica que Cain permanece em uma forte posição na corrida pela indicação republicana apesar dos recentes acontecimentos.

A pesquisa do Washington Post-ABC News mostrou Cain e Mitt Romney quase empatados a frente dos outros pré-candidatos, com a maioria dos republicanos subestimando as denúncias contra Cain. Sete de dez republicanos dizem que as alegações não importar na escolha de um candidato.

Com informações da AP e da BBC

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