Suposta ligação da CIA com Inteligência do Equador será investigada

Quito - Uma comissão civil investigará a suposta presença da CIA (Agência Central de Inteligência americana) nas unidades de espionagem das Forças Armadas do Equador, anunciou hoje o ministro da Defesa equatoriano, Wellington Sandoval.

EFE |

Por enquanto, não existe uma comissão civil que investigue essa denúncia, feita na semana passada pelo próprio presidente da República, Rafael Correa, mas "eventualmente haverá", acrescentou Sandoval.

Correa assegurou que, aparentemente, existe uma "grande infiltração da CIA" nos serviços secretos", e disse que se empenhará para acabar com essa relação.

Sandoval afirmou que as Forças Armadas investigam por conta própria a denúncia e disse que também falou sobre esse assunto com a embaixadora dos EUA em Quito, Linda Jewell.

"As Forças Armadas têm de seguir o que diz seu comandante (em chefe), que é o presidente da República", insistiu o ministro.

Além disso, reiterou que a embaixadora dos EUA vai "conversar com o presidente" Correa sobre o assunto, possibilidade que não foi descartada pelo assessor da Embaixada americana, Arnaldo Arbesú.

Arbesú assegurou hoje que Jewell está disposta a conversar com o Governo do Equador sobre qualquer tema, desde que o pedido seja feito pelos canais adequados.

A investigação militar sobre a suposta presença da CIA nos serviços de inteligência militares foi decidida pelo Conselho de Generais das Forças Armadas.

Seu objetivo é "determinar supostas responsabilidades" do coronel Mario Pazmiño, ex-chefe da Inteligência, "na entrega de informação oportuna e completa" sobre o bombardeio colombiano contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador, assinala uma nota da unidade de imprensa do Ministério da Defesa.

Além disso, o texto indicou que "será formada uma comissão civil de alto nível para determinar as supostas vinculações não autorizadas de oficiais e unidades da Inteligência do Equador com centrais de inteligência externas".

Essa decisão do Conselho de Generais se deve às críticas de Correa, que acredita que os serviços de inteligência militar do Equador trocaram informações com CIA e Colômbia relacionadas com o ataque colombiano de 1º de março.

No ataque colombiano morreram 26 pessoas, entre elas o porta-voz internacional das Farc, "Raúl Reyes", quatro estudantes mexicanos, um equatoriano e um militar colombiano.

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