Suposta espiã americana detida no Irã é libertada

Mulher nunca chegou a entrar em território iraniano e foi detida na fronteira com a Armênia, por não ter visto

EFE |

A guarda fronteiriça iraniana libertou a mulher detida há alguns dias na fronteira norte do Irã e que, segundo alguns meios de comunicação oficiais, era acusada de ser uma espiã dos Estados Unidos, informou neste domingo a televisão estatal.

Segundo essas fontes, a mulher nunca chegou a entrar em território iraniano e foi detida na localidade setentrional de Norduz, fronteiriça com a Armênia, por não ter visto.

"Essa mulher de 34 anos que tentou entrar no Irã em 5 de janeiro através de Norduz deixou o país uma vez que sua situação foi esclarecida e os procedimentos legais foram tomados", afirmou.

A emissora, que citou como fonte "altos cargos de segurança", deu a entender que a mulher teria sido enviada à Armênia.

A história foi objeto de contradições entre as autoridades iranianas desde que foi divulgada em diversos meios de comunicação na última quinta-feira.

Nesse dia, a agência de notícias local "Fars" assegurou que se tratava de uma mulher de 55 anos, de nacionalidade americana, chamada Hall Tayalan e que tinha sido detida em Norduz, cerca de 600 quilômetros ao norte de Teerã.

Esta versão foi confirmada no sábado pelo subcomissário de fronteiras, quem no entanto criou ainda mais polêmica ao afirmar que a mulher tinha 34 anos e tinha sido detida na passagem de Jolfa, fronteiriça com o Azerbaijão.

"Hall Tayalan, de 34 anos, é uma mulher enviada pelos Estados Unidos para filmar a passagem de Jolfa com tecnologia avançada", ressaltou.

Os Estados Unidos afirmaram que nenhuma cidadã de seu país com esse nome e esses dados se encontrava na região.

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