Buenos Aires, 19 jun (EFE) - A Associação de Supermercados Unidos (ASU) da Argentina qualificou hoje de desesperante a situação de desabastecimento de mercadorias pela qual o setor atravessa devido ao conflito entre o Governo e o campo devido à pressão do Fisco, em uma polêmica que já dura 100 dias.

O presidente da ASU, Juan Carlos Basco Martínez, assegurou que os piquetes de produtores que bloqueiam dezenas de estradas do país "não estão deixando distribuir qualquer tipo de mercadoria", apesar de as entidades rurais afirmarem que só está impedida a passagem de caminhões que transportam cereais para a exportação.

"O panorama para o fim de semana será desesperante, não quero ser alarmista, mas a realidade é que os cortes afetam tudo: a carne, as frutas, verduras e laticínios, especialmente refrigerados", disse em entrevista à agência oficial "Télam".

O resto dos produtos "também sofre uma situação crítica, porque os estoques das principais cadeias estão se esgotando", ressaltou.

No entanto, descartou aumentos de preços como conseqüência do protesto rural, ao ressaltar que "pelo menos as grandes cadeias de supermercados mantêm o acordo assinado com as autoridades e só se preocupam em poder abastecer os clientes". EFE cw/db

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