Sundaravej é novamente indicado para primeiro-ministro da Tailândia

(corrige título e lead, trocando a expressão nomeação por indicação) Bangcoc, 11 set (EFE).- O partido que lidera a coalizão governista na Tailândia voltou a indicar Samak Sundaravej para o posto de primeiro-ministro, dois dias depois de o político ter sido deposto pelo Tribunal Constitucional por violar a Constituição.

EFE |

Assim anunciou hoje Kuthep Saikrachang, porta-voz do Partido do Poder Popular (PPP), após reunião com representantes das outras cinco legendas que integram a aliança que governa o país interinamente.

Saikrachang explicou que a maioria dos deputados do PPP dará seu apoio a Sundaravej, "que é o líder" do partido, "por isso é a melhor opção", apesar de pelo menos um dos membros da coalizão não ter deixado claro se aceita ou não a indicação proposta.

Inicialmente, o PPP queria voltar a nomear Sundaravej, mas, nas últimas 24 horas, aparentemente cedeu às pressões dos outros partidos para eleger outro primeiro-ministro.

Entre as candidaturas propostas estavam a do ex-vice-primeiro-ministro e atual primeiro-ministro interino, Somchai Wongsawat, e a do ministro da Justiça, Sompong Amornviwat.

No entanto, o majoritário PPP, que ocupa 223 das 500 cadeiras do Parlamento, optou por defender seu líder, que foi tirado do cargo por incompatibilidade de funções depois de ter apresentado um programa de culinária na televisão quando já era chefe do Executivo.

A legenda, que saiu vitoriosa das eleições de dezembro passado, é formada pelos seguidores do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe de Estado em 2006 e que foi consultado sobre a indicação de Sundaravej.

Por sua vez, o opositor Partido Democrata vai propor ser líder de um Governo de unidade nacional durante a votação de amanhã na câmara baixa.

Há mais de duas semanas, cerca de cinco mil pessoas ocupam o Palácio do Governo cobrando a renúncia do primeiro-ministro, acusado de ser corrupto, desleal à monarquia e um fantoche de Shinawatra.

Com o objetivo de dispersar os manifestantes, Sundaravej decretou estado de emergência em 1º de setembro. Mas os soldados têm se recusado a tirá-los à força, e o chefe do Exército, general Anupong Paochinda, exigiu hoje a suspensão da medida.

Apoiada pela elite conservadora e por alguns militares, a oposição explora a propaganda monarquista e nacionalista para ganhar a simpatia do povo.

O objetivo dos opositores é que o rei crie um gabinete de transição, como aconteceu em outros momentos de grave instabilidade política na Tailândia. EFE grc/ma/sc

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