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Suleiman diz que está farto de disputas políticas no Líbano

(corrige nome do chefe do Exército do Líbano) Beirute, 3 abr (EFE).- O chefe do Exército do Líbano, general Michel Suleiman, candidato de consenso à Presidência do país, se disse hoje farto das disputas políticas em torno de sua candidatura, e deu a entender que só continuará como candidato por mais cinco meses.

EFE |

Em uma entrevista ao jornal "As-Safir", o general disse que abandonará seu cargo de presidente do Conselho Militar (Estado-Maior) em 21 de agosto, data em que - embora não diga expressamente - deu a entender que renunciará a suas aspirações presidenciais.

A Presidência do Líbano está vaga desde 24 de novembro, já que o Parlamento fracassou em 17 tentativas de escolher um sucessor para Émile Lahoud, devido às divergências entre oposição e maioria sobre vários detalhes relativos à nomeação e a outros de altas instituições.

"Sempre disse que estou disposto a fazer qualquer coisa para fortalecer a união nacional, mesmo que não me beneficie, nem ao Exército", disse Suleiman.

"Aceitei e até aceito ser candidato consensual para servir melhor a meu país e defender os interesses de todos, mas ao fim de meu mandato na liderança da instituição militar nomearei outro candidato, caso os políticos assim o decidam. Não serei um obstáculo", repetiu.

Suleiman afirma que alguns diplomatas árabes e estrangeiros o pressionaram para que permaneça na liderança da instituição militar depois de 21 de agosto, por medo de que ocorra um vazio institucional também no Exército, mas afirmou que deu a eles "a mesma resposta".

Voltando ao problema de sua candidatura e "das condições impostas por uns e outros", disse que isto está abalando sua dignidade.

Questionado sobre alguns pedidos de certas personalidades para que lidere um golpe de Estado não-violento, que seria justificado pelo fato de ter sido designado como candidato de consenso, Suleiman disse que "o Líbano não permite esse tipo de atitude".

"O Líbano não é um país de golpes de Estado nem de revoluções, mas de compromissos e de acordos para preservar a união nacional e a convivência em comum, assim como as relações de amizade com os Estados árabes, especialmente a Síria", afirmou. EFE ks/ev/gs

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