Sul-africano se candidata à direção da AIEA

Viena, 27 nov (EFE).- O governador da África do Sul na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Abdul Samad Minty, apresentou hoje em Viena oficialmente sua candidatura para suceder Mohamed El Baradei como diretor-geral da agência nuclear das Nações Unidas.

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Com a candidatura de Minty, um economista e analista político de 69 anos, a África do Sul tenta pela primeira vez em sua história liderar uma organização da ONU.

Em declarações à imprensa em Viena, o interessado destacou sua longa trajetória na luta contra a proliferação nuclear e contra o sistema racista de "apartheid" em seu país natal.

A África do Sul manteve durante anos um programa nuclear militar e inclusive detonou duas bombas atômicas na década de 70, mas com a passagem à democracia em 1990 decidiu desmantelá-lo e assinar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

Por enquanto, o único rival de Minty é o embaixador japonês na AIEA Yukya Amano, que apresentou sua candidatura no final de setembro.

Minty, que passou grande parte de sua vida no exílio, em Londres e Oslo, é, desde 1995, presidente do Conselho Sul-Africano de não-proliferação de armas de destruição em massa.

O diplomata destacou hoje a importância de estimular o multilateralismo no organismo e de coordenar melhor o trabalho da AIEA com as distintas agências da ONU, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

El Baradei, Prêmio Nobel da Paz 2005, anunciou este ano que não se apresentaria para um quarto mandato de quatro anos e deixou assim livre o caminho um novo diretor-geral.

A AIEA, um organismo técnico, cobrou maior importância política nos últimos anos devido aos litígios nucleares com Iraque, Irã, Coréia do Norte e Líbia.

O prazo para apresentar candidaturas ao posto de diretor-geral vai até o final deste ano, em 31 de dezembro.

O futuro responsável da AIEA será eleito no outono do ano que vem pela Conferência-Geral do organismo, que reúne seu Conselho de Governadores. EFE jk/jp

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