Suicidas atacam prédios do governo no sul do Afeganistão

Explosões seguidas de tiroteios deixam aos menos 19 mortos, incluindo crianças, mulheres e um repórter da BBC

iG São Paulo |

Um ataque suicida em frente a um complexo de prédios governamentais deixou pelo menos 19 mortos e 37 feridos no sul do Afeganistão nesta quinta-feira. Pelo menos três suicidas detonaram explosivos que estavam dentro de carros e insurgentes também trocaram tiros com forças afegãs na cidade de Tarin Kot, na província de Uzurgan.

O Taleban assumiu a responsabilidade pelos ataques, que tiveram como alvo a sede do governo, a sede da polícia e o escritório de uma empresa que faz a segurança dos comboios da Otan no Afeganistão. Um porta-voz do grupo disse que um total de seis homens-bomba participaram dos ataques.

O diretor do hospital de Tarin Kot afirmou que entre os mortos estão 10 crianças, um policial e duas mulheres. A emissora britânica BBC afirmou que um de seus repórteres, o afegão Ahmed Omed Khpulwak, 25 anos, foi morto durante o tiroteio. 

Khpulwak estava em um prédio da televisão quando o ataque aconteceu. O Taleban lamentou a morte do jornalista e disse que ele foi morto por forças do governo. "Ele não era nosso alvo", afirmou Ahmadi. "Estávamos lutando no prédio da polícia."

Este é o mais recente de vários grandes atentados assumidos pelo Taleban neste mês. Na quarta-feira, um ataque suicida matou o prefeito da cidade afegã de Kandahar, Ghulam Haider Hamidi, 65 anos. Após entrar no prédio, o homem-bomba detonou os explosivos que carregava dentro do turbante. Um soldado afegão ficou ferido no ataque.

Em 12 de julho, outro ataque em Kandahar matou Ahmed Wali Karzai , irmão mais novo do presidente Hamid Karzai e homem mais poderoso no sul afegão. Ele foi assassinado por um guarda-costas. Durante homenagens fúnebres ao irmão de Kazari, outros ataques foram registrados.

Os assassinatos fizeram crescer a instabilidade no Afeganistão no momento em que tropas estrangeiras começam a se retirar do país antes de as forças de segurança afegãs assumirem o controle do país, o que está marcado para ocorrer até o fim de 2014.

Com EFE, Reuters e AP

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