Suicida do Talebã mata dez no Afeganistão

Um atentado suicida com um carro-bomba contra um comboio militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deixou nesta terça-feira pelo menos dez mortos na capital do Afeganistão, Cabul. A bomba, a segunda detonada por um suicida no país nos últimos três dias, ocorre às vésperas das eleições presidenciais, reforçando os temores sobre a capacidade do governo afegão de garantir a segurança no pleito de quinta-feira.

BBC Brasil |

O Talebã assumiu a autoria do ataque.

A Otan disse que um de seus soldados, sete civis e dois funcionários das Nações Unidas morreram no ataque e mais de 50 ficaram feridos.

Segundo o correspondente da BBC em Cabul Hugh Sykes, a explosão deixou uma grossa coluna de fumaça no céu da capital, mas não chegou a afetar a rotina da cidade.

"Estou chocado e imensamente entristecido em saber que dois integrantes da minha equipe estão entre os mortos do atentado suicida de hoje", afirmou, em nota, o representante especial da ONU, Kai Eide.

Outros ataques
Horas antes do atentado, um foguete foi lançado contra o palácio presidencial do Afeganistão, em Cabul, mas ninguém ficou ferido.

No leste do país, dois soldados americanos morreram na explosão de uma bomba em uma estrada, de acordo com o comando militar dos Estados Unidos.

No sul do Afeganistão, na província de Uruzgan, três soldados afegãos morreram nesta terça-feira, também em um atentado suicida.

Um homem que tentava passar a pé por um posto de controle detonou os explosivos que carregava.

Candidatos
As pesquisas indicam que o atual mandatário e candidato à reeleição, Hamid Karzai, é o favorito nas eleições presidenciais desta quinta-feira.

Entretanto, as analistas dizem que o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah também tem chances na corrida entre dezenas de candidatos.

O afirmou que os últimos atentados a bomba devem deixar o eleitorado mais inseguro para sair de casa na quinta-feira.

Testemunhas dizem que a explosão de Cabul na movimentada rua Jalalabad atingiu o comboio militar perto de um mercado e que há crianças entre os mais de 50 feridos.

Além da onda de violência, a BBC descobriu ameaças de fraude e corrupção às eleições presidenciais.

Milhares de títulos eleitorais teriam sido postos à venda e milhares de dólares oferecidos em suborno para a compra de votos.

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