Suíça nega ter violado direito internacional ao deter filho de líder líbio

Genebra, 28 dez (EFE).- A Suíça rejeitou hoje ter violado o direito internacional com a breve detenção do filho do presidente líbio Muammar Kadafi, como afirma o regime da Líbia, que pede desculpas públicas pelo incidente.

EFE |

"As autoridades suíças e de Genebra aplicaram as disposições da Convenção de Viena", segundo o Ministério de Assuntos Exteriores suíço.

Hanibal Kadafi foi detido por dois dias em julho durante uma estadia em Genebra, depois que dois funcionários de origem árabe o denunciaram por lesões corporais e ameaças.

Sua esposa, grávida de nove meses e que se encontrava em Genebra para dar à luz, foi denunciada pelos mesmos fatos, mas, por sua gestação avançada, não foi detida.

Os dois deixaram o país após pagar uma fiança de 300 mil euros.

A Líbia considera que a detenção de Hanibal Kadafi foi ilegal, porque não teve acesso imediato às autoridades consulares de seu país, o que contraria a Convenção de Viena, segundo declarou esta semana o advogado do Governo líbio, Charles Poncet.

Na quinta-feira, o Ministério de Assuntos Exteriores líbio declarou que, segundo a investigação de uma comissão independente, "os fatos indicam que houve abuso de autoridade e uma infração aos procedimentos legais por parte da Polícia genebresa".

Os denunciantes retiraram sua queixa semanas depois em troca de uma indenização, uma das condições do regime líbio para pôr fim à crise diplomática que se gerou com a Suíça por este assunto e que ameaçava provocar represálias de tipo financeiro e energético - a Líbia é um dos principais fornecedores de petróleo à Suíça.

Além das desculpas, Kadafi exige punição aos responsáveis pela detenção de seu filho e uma indenização de 300 mil francos suíços (200 mil euros) que seriam destinados a programas do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). EFE is/db

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