Suíça nega asilo a três prisioneiros de Guantánamo

A Suíça se recusou a dar asilo nesta quinta-feira a três prisioneiros da penitenciária americana de Guantánamo, em Cuba - um líbio, um argelino e um chinês - que estão prontos para serem liberados, indicou nesta quinta-feira seu advogado suíço, Dominik Heinzer.

AFP |

As solicitações de asilo dos três homens, que os Estados Unidos decidiram liberar após sete anos de detenção em Guantánamo, foram enviadas no meio do ano.

O Escritório Federal de Imigração confirmou à AFP ter tomado uma decisão sem divulgar o conteúdo ou as razões da recusa, "já que a manipulação destas informações diz respeito apenas às pessoas envolvidas", explicou.

A representação suíça da ONG Anistia Internacional disse em um comunicado que está "muito decepcionada", e fez um apelo ao Conselho Federal (governo) para que reveja a decisão "e autorize uma admissão coletiva deste pequeno grupo (...) para pôr fim a suas torturas".

"Os suíços reconheceram que essas pessoas correm risco se retornarem a seus países, mas estimam que há outros países melhor habilitados para recebê-las", estimou um jurista da Anistia, Alain Bovard, entrevistado pela AFP.

As autoridades suíças justificaram sua decisão, entre outras coisas, alegando a questão da "segrança pública", mas sobretudo, segundo Bovard, porque uma resposta positiva poderia provocar solitações de "outros cinqüenta detidos, em igual instância de liberação".

Os americanos, por sua vez, não querem acolher os detidos, que de fato correm risco de vida se voltarem a seus países de origem, "e por isso percorrem as embaixadas na Europa procurando um lugar para mandá-los", explicou o jurista.

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