Suíça deve devolver peças arqueológicas roubadas em seu poder ao Egito

Cairo, 14 abr (EFE).- O Egito e a Suíça - um dos países com mais peças arqueológicas roubadas do país do Nilo -, assinaram hoje um acordo para que as autoridades da nação européia devolvam ao Cairo as antiguidades egípcias que tem em seu poder.

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O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades (CSA) egípcias, Zahi Hawas, explicou à Agência Efe que este convênio é o mais importante de todos os assinados com outros países porque "a maioria dos artefatos tirados ilegalmente do Egito foram levados a Dubai ou à Suíça, que é um mercado importante para os antiquários".

Hawas e o embaixador suíço no Cairo, Dominik Furgler, assinaram o documento na sede do CSA. O secretário-geral explicou que se trata do 16º acordo que o Egito firma com outro país para recuperar antiguidades tiradas ilegalmente de seu território.

"Nos últimos oito anos nosso objetivo foi recuperar as antiguidades egípcias que foram contrabandeadas para outros países", afirmou Hawas que destacou que até agora quase cinco mil artefatos arqueológicos foram recuperados. Eles serão expostos no Museu Egípcio no final do próximo verão.

Por sua vez, o embaixador suíço elogiou a cooperação entre os dois países e ressaltou que no ano passado a Suíça já devolveu oito objetos roubados da Faculdade de Artes de Maadi, no Cairo ao Egito e que aceitou assinar este acordo para continuar com as devoluções.

Durante a assinatura do documento suíço-egípcio um dedo do pé da múmia do rei Akenatón (1372-1355 a.C.), que se encontrava em um país europeu e foi roubado em 1907, foi entregue às autoridades do Egito.

A diretora do Museu Egípcio, Wafaa Sadik, disse à Efe que o dedo foi subtraído quando a múmia, descoberta em 1907 no túmulo KV 55, era examinada. No entanto, ela não especificou que país europeu devolveu a peça. EFE lg-ssa/pb

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