Suíça defende desculpas dadas à Líbia por deter filho de Kadafi

Genebra, 21 ago (EFE).- O presidente da Suíça, Hans Rudolf Merz, defendeu hoje as desculpas públicas que apresentou à Líbia pela breve detenção há 13 meses em Genebra de um filho do dirigente desse país, Muammar Kadafi, e reconheceu que não havia outra alternativa.

EFE |

Em entrevista coletiva, Merz revelou que as tentativas para superar a crise entre ambos os países "estavam bloqueadas".

Esta situação não só tinha criado prejuízos econômicos para a Suíça (interrupção de voos entre Suíça e Trípoli, queda da atividade comercial bilateral e a retirada quase total dos fundos líbios neste país), mas também envolveu um drama humano.

A sorte de dois cidadãos suíços retidos na Líbia dependia de um acordo.

Trata-se de dois executivos que as autoridades líbias impedem há 13 meses a saída do país, como vingança de Kadafi pela detenção em Genebra de seu filho Hanibal, acusado de maltratar dois empregados domésticos.

O presidente suíço disse hoje que tem certeza que ambos os cidadãos suíços serão libertados na próxima semana, segundo lhe prometeu o primeiro-ministro líbio.

Merz, sobre cujo Governo choveram as críticas pelo que muitos consideram um desenlace humilhante para o país, afirmou hoje que assume a responsabilidade do acordo com a Líbia e suas consequências.

"O que vocês teriam feito em meu lugar?", perguntou aos jornalistas que o interrogavam, após lembrar que os dois cidadãos suíços estão retidos há mais de um ano em Trípoli em condições difíceis. EFE is/ma

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG