Suécia quer mandado de prisão internacional contra Julian Assange

Advogado de fundador do site Wikileaks promete recorrer da ordem de busca emitida por acusações de estupro, assédio e coerção

iG São Paulo |

A Suécia emitirá um mandado internacional de prisão para o fundador do site Wikileaks, o australiano Julian Assange, acusado de estupro.

Promotores suecos disseram que decidiram emitir o mandado de busca depois de uma corte determinar que Assange deveria ser dedito para ser interrogado sobre as acusações. Marianne Ny, a diretora da procuradoria pediu que Assange seja detido para que possa ser interrogado sobre acusações de estupro, assédio sexual e coerção ilegal. "O motivo de meu pedido é que precisamos interrogá-lo. Até agora, não conseguimos encontrá-lo para realizar os interrogatórios", explicou a juíza.

Assange tem a intenção de recorrer da ordem de prisão emitida contra ele pela Justiça sueca por suposto estupro e agressão sexual, indicou nesta quinta-feira seu advogado britânico.

AP
Advogado de Julian Assange se negou a dar paradeiro de fundador do Wikileaks (foto de 5/11/2010)

Em declaraçõs após um tribunal sueco anunciar uma ordem de prisão contra Assange, seu advogado, Mark Stephens, confirmou que seu cliente estava em Londres nesta quinta-feira de manhã, mas negou-se a revelar sua localização atual.

Stephens criticou o Ministério Público britânico e disse que na audiência desta quinta-feira foi a primeira vez que os advogados de Assange ouviram os detalhes das acusações desde que se tornaram públicas em agosto passado.

A acusação de estupro "não se sustenta nos fatos", acrescentou Stephens. "Tanto o promotor quando a defesa estão de acordo de que foi um acidente de sexo consensual no qual o preservativo se rompeu. Dizem que isto equivale a estupro, nós dizemos que não", acrescentou.

Queixas

As denúncias contra o fundador do Wikileaks foram feitas em agosto, quando Assange participava de um evento em Estocolmo. Segundo o jornal sueco "Aftonbladet", duas mulheres prestaram queixa conta ele, que negou as acusações.

"Já me acusaram de todo tipo de coisa nos últimos anos, mas nunca de algo tão grave. O que posso dizer é que nunca tive, nem na Suécia nem em nenhum outro país, relações sexuais com uma pessoa sem consentimento comum", afirmou. Também em agosto, a justiça sueca chegou a emitir uma ordem de prisão contra Assange, retirada pouco depois. Em 1º de setembro, o caso foi reaberto.

Em entrevistas, Assange sugeriu que as acusações poderiam estar relacionadas com seu trabalho à frente do Wikileaks. Ele disse ter sido alertado pelo serviço australiano de inteligência de que enfrentaria uma campanha para destruir sua reputação depois de o Wikileaks divulgar, em julho, documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão.

*Com BBC e AFP

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