Suécia pede detenção de criador do Wikileaks acusado de estupro

Juíza determina que Julian Assange seja preso para que possa ser interrogado sobre acusações de estupro

iG São Paulo |

Uma promotora da Suécia emitiu nesta quinta-feira uma ordem de detenção contra Julian Assange, fundador do site Wikileaks, especializado em divulgar documentos confidenciais.

Marianne Ny, a diretora da procuradoria pediu que Assange seja detido para que possa ser interrogado sobre acusações de estupro, assédio sexual e coerção ilegal.

"O motivo de meu pedido é que precisamos interrogá-lo. Até agora, não conseguimos encontrá-lo para realizar os interrogatórios", explicou a juíza.

As denúncias contra o fundador do Wikileaks foram feitas em agosto, quando Assange participava de um evento em Estocolmo. Segundo o jornal sueco "Aftonbladet", duas mulheres prestaram queixa conta ele, que negou as acusações.

"Já me acusaram de todo tipo de coisa nos últimos anos, mas nunca de algo tão grave. O que posso dizer é que nunca tive, nem na Suécia nem em nenhum outro país, relações sexuais com uma pessoa sem consentimento comum", afirmou. Também em agosto, a justiça sueca chegou a emitir uma ordem de prisão contra Assange, retirada pouco depois. Em 1º de setembro, o caso foi reaberto.

Em entrevistas, Assange sugeriu que as acusações poderiam estar relacionadas com seu trabalho à frente do Wikileaks. Ele disse ter sido alertado pelo serviço australiano de inteligência de que enfrentaria uma campanha para destruir sua reputação depois de o Wikileaks divulgar, em julho, documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão.

Com BBC e AFP

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