Suécia julga ação contra maior site de pirataria do mundo

A Justiça da Suécia começa a julgar nesta segunda-feira um processo contra os criadores do site de buscas de material pirateado mais popular da internet.

BBC Brasil |

Os quatro criadores do Pirate Bay , que estimula a pirataria de músicas, filmes e programas de televisão, estão sendo processados pelas multinacionais Sony e Warner Bros.

Se condenados, Frederik Neij, Gottfrid Svartholm Warg, Peter Sunde Kolmsioppi e Carl Lundstorm podem pegar até dois anos de prisão, além de uma multa de mais de US$ 140 mil.


Gottfrid Svartholm Warg e Peter Sunde, fundadores do site, chegam para julgamento / AP

No domingo, dois dos acusados disseram que o Pirate Bay é "100% legal". Os quatro se dizem "libertadores digitais" e afirmam que nenhum direito autoral foi violado pelo site, já que os servidores do Pirate Bay
não hospedam qualquer arquivo de filme, música ou programa de televisão.

O site faz buscas por links do tipo "torrent" na internet, que permitem que softwares especiais façam download de arquivos que contêm músicas e vídeos.

"O que eles vão fazer sobre o assunto? Eles já tentaram derrubar o site uma vez. Deixem eles fracassarem novamente. O site possui uma vida sem nós", disse Ward em um comunicado pela internet no domingo.

O diretor da Federação Internacional da Indústria Fonográfica, John Kennedy, disse que o site prejudica artistas.

"O Pirate Bay atingiu criadores de muitos tipos diferentes de obras, desde músicas até filmes, de livros a programas de televisão. Ele é particularmente nocivo ao distribuir material com direitos autorais antes do lançamento oficial", disse Kennedy, cuja federação representa mais de 1,4 mil empresas de todo o mundo.

Kennedy alega que os criadores ganharam "valores expressivos de dinheiro" com o site, "apesar de dizerem que estão apenas interessados em espalhar cultura de graça."

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