Suécia aceita representar interesses da Geórgia na Rússia

Tbilisi, 6 out (EFE).- A Suécia confirmou ao Governo de Tbilisi sua disposição de representar os interesses da Geórgia na Rússia, que romperam relações no dia 29 de agosto por causa de um conflito armado, anunciou hoje a Chancelaria georgiana.

EFE |

"Recebemos a notificação da parte sueca de que sua embaixada na Rússia aceita representar nossos interesses e solucionar os problemas técnicos", informou à imprensa a vice-ministra de Relações Exteriores, Ninó Kalandadze.

O diplomata afirmou que Tbilisi ainda não recebeu a aceitação da Rússia, mas afirmou que não esperam objeções.

Por outro lado, Moscou anunciou na última semana que a Suíça aceitou representar seus interesses na Geórgia.

A diplomacia da Rússia afirma que a decisão de Tbilisi de romper relações diplomáticas com Moscou prejudicou, fundamentalmente, "as pessoas comuns", antes de tudo os emigrantes e a numerosa diáspora georgiana residente na Rússia.

Enquanto isto, a diferença está no fato de os cidadãos russos poderem obter livremente o visto georgiano ao atravessarem a fronteira e ao chegarem ao aeroporto de Tbilisi, enquanto a Rússia só expede seus vistos a georgianos em casos extraordinários.

Após se anunciar que a Suíça representará os interesses da Rússia, inúmeros georgianos chegaram a sua legação diplomática para solicitarem o visto russo, o que fez com que o embaixador, Lorenzo Amberg, tenha tido que discursar pela TV para explicar que o problema de tramitação do documento ainda não está resolvido.

No dia 3 de setembro a Rússia e a Geórgia encerraram oficialmente suas respectivas embaixadas em Tbilisi e Moscou, embora mantenham relações consulares.

A Geórgia decidiu romper relações diplomáticas após a Rússia reconhecer a independência das regiões separatistas georgianas da Abkházia e da Ossétia do Sul no dia 26 de agosto.

Os dois países protagonizaram um breve, mas sangrento conflito armado pelo controle da Ossétia do Sul entre os dias 8 e 12 de agosto.

No princípio de setembro a Rússia assinou com os separatistas acordos de amizade, cooperação e assistência em caso de agressão, que permitirão a presença permanente de tropas russas nestes territórios, onde Moscou planeja instalar suas bases militares. EFE mv/fal

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