Sudão não descarta sanções da ONU por não colaborar com TPI

Cartum, 5 bar (EFE).- O Governo do Sudão não descartou hoje que o Conselho de Segurança da ONU imponha sanções políticas e econômicas contra o país por este não colaborar com o Tribunal Penal Internacional (TPI).

EFE |

O anúncio foi feito pelo assessor da Presidência sudanesa, Mustafá Ozman Ismail, em entrevista coletiva na qual reiterou que seu Governo não responderá a um eventual pedido do Conselho de Segurança para que o Executivo sudanês coopere com esse tribunal.

O responsável sudanês se referia à ordem de detenção ditada em 4 de março pelo TPI sobre o presidente sudanês, Omar al-Bashir, para julgá-lo por crimes de guerra e lesa-humanidade no conflito na região de Darfur, que explodiu em 2003 e deixou cerca de 300 mil mortos.

Nesse sentido, Ismail disse que o pedido da ONU a Cartum para que colabore com o TPI pode acontecer depois que o promotor-chefe desse tribunal, Luis Moreno Ocampo, apresente, em junho, um relatório sobre o Sudão ao Conselho de Segurança.

Após o Sudão reiterar que não cooperará com o TPI, o Conselho de Segurança pode enviar uma advertência a Cartum, "que, nos 18 meses seguintes, pode evoluir até chegar a uma etapa de imposição de sanções políticas e econômicas" contra o Sudão, advertiu o assessor.

Além disso, disse que "os inimigos do Governo fracassaram em suas tentativas para que as Forças Armadas e de segurança sudanesas se rebelassem depois que o TPI ditasse a ordem de detenção contra Bashir".

Ismail também disse que a viagem de Bashir ao Catar, onde participou das cúpulas árabes em 30 e 31 de março, "não será a última que realizará ao exterior".

Nesse contexto, não excluiu a possibilidade de que o presidente viaje a Nova York para assistir às próximas reuniões da Assembleia Geral da ONU. EFE az-aj/an

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