O Sudão se negou a levar a sério nesta quinta-feira os rumores de que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitirá uma ordem de prisão contra o presidente sudanês, Omar al-Bashir, por seu suposto envolvimento nos conflitos em Darfur.

O jornal norte-americano The New York Times anunciou na quarta-feira que os juizes do TPI haviam "decidido emitir uma ordem de prisão contra o presidente Bashir".

O promotor-chefe do TPI, Luis Moreno Ocampo, que pediu aos juizes a ordem de prisão em julho passado, acusou Bashir de genocídio, de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade na conturbada região de Darfur, região do oeste do Sudão em guerra civil desde 2003.

Mas um porta-voz do TPI, Laurence Blairon, negou à AFP que existisse "nesse ponto" tal ordem de prisão.

"Quando a corte tiver que anunciar algo, o anunciará. No momento não temos nada a anunciar", acrescentou.

"Esses rumores são destinados a comprometer as negociações no Qatar, por isso não as levamos a sério", declarou à AFP o subsecretário de Estado das Relações Exteriores do Sudão, Mutrif Siddiq.

"Está claro que o Sudão não adere ao TPI. Pouco importa o que decidir, isso não nos afeta", disse Siddiq.

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