Sudão insiste que não voltará atrás em expulsão de ONGs

Cartum, 21 mar (EFE).- O Governo do Sudão reiterou hoje que não voltará atrás em sua decisão de expulsar 13 organizações humanitárias que trabalhavam na região de Darfur, no oeste do país.

EFE |

O aviso foi feito pelo vice-presidente sudanês, Ali Ozman Taha, em discurso na Conferência de Instituições da Sociedade Civil Árabe, inaugurada hoje na capital Cartum.

"A decisão do Governo de expulsar alguns grupos estrangeiros de assistência foi soberana, tomada em nome do interesse nacional. Por isso, não desistiremos desse passo sejam quais forem as pressões", destacou Taha.

O vice do presidente Omar al-Bashir lembrou que os sudaneses "conhecem seus deveres patrióticos e não precisam que ninguém os relembre".

Além disso, criticou o Conselho de Segurança (CS) da ONU por pressionar o Sudão para que permita o retorno a Darfur das organizações humanitárias expulsas.

"Seria melhor que o CS obtivesse as informações de suas fontes corretas, ou seja, de agências da ONU que participam da avaliação da situação humanitária em Darfur", declarou Taha.

Há duas semanas, Cartum anulou as autorizações dadas a 13 organizações humanitárias estrangeiras e a duas nacionais depois que o Tribunal Penal Internacional (TPI) ordenou a detenção de Bashir.

No discurso deste sábado, Taha negou que Cartum expulsou as 13 ONGs internacionais para impedir a chegada de ajuda aos deslocados pelo conflito de Darfur. EFE az/sc

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