Cartum, 2 mai (EFE).- A emissora Al Jazira foi proibida pelas autoridades do Sudão de filmar a chegada de seu cinegrafista sudanês libertado na noite desta quinta-feira após seis anos em Guantánamo.

Depois de desembarcar em uma maca, o cinegrafista Sami al-Hajj foi imediatamente trasladado a um hospital para acompanhamento médico, informou a emissora.

Em uma conversa por telefone, o cinegrafista, que passou todo este tempo preso sem ser oficialmente acusado de qualquer crime, disse que seu caso "faz parte das tentativas de impedir a liberdade de expressão no Oriente Médio, representada pelos canais por satélite".

Hajj pediu aos Governos que ainda tenham cidadãos detidos na prisão americana que redobrem seus esforços para conseguir sua libertação, pois a maioria está em uma situação desumana e alguns deles "perderam a razão".

O cinegrafista da "Al Jazira" foi capturado no final de 2001, na fronteira entre Afeganistão e Paquistão, e foi entregue posteriormente aos Estados Unidos, que o transferiram a Guantánamo em junho de 2002.

Sua libertação acontece após 16 meses de greve de fome que o deixaram muito enfraquecido, motivo pela qual teve de ser hospitalizado logo após retornar a seu país. EFE nq/mh

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