Sudão estabelece condições para reconciliação com Chade

Cartum, 3 jul (EFE).- O presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, afirmou hoje que uma reconciliação com o vizinho Chade é possível desde que haja a interrupção de todas as ações hostis contra o Sudão e do apoio que o país oferece a grupos rebeldes.

EFE |

O líder fez o anúncio em entrevista coletiva junto ao presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, que hoje conclui uma visita a Cartum.

Bashir também disse que o Chade "deve deixar de intrometer-se nos assuntos internos sudaneses e levar em conta as causas que causaram o fracasso dos acordos assinados anteriormente".

Além disso, afirmou que seu Governo deseja manter laços normais de vizinhança com o Chade, já que, segundo ele, os habitantes dos dois países são um só povo dividido em dois Estados.

Nesse sentido, declarou total apoio à mediação de Nguesso, que ele considera uma das pessoas "mais adequadas para conseguir a reconciliação entre Sudão e Chade, já que mantém bons laços com ambos os países".

Nguesso adiantou que visitará N'Djamena para prosseguir sua mediação e destacou que seus esforços e tentativas continuarão "até conseguir uma solução pacífica que beneficie toda a África".

No dia 12 de maio, o Governo do Sudão suspendeu as relações com o Chade, após acusar o país de respaldar um ataque que ocorreu cinco dias antes por rebeldes contra Cartum, e que resultou na morte de pelo menos 255 insurgentes e 77 membros das forças de segurança sudanesas.

Chade e Sudão se acusam de lançar ou financiar ataques rebeldes em seus respectivos territórios.

Em março, o Chade acusou o Sudão de ter violado sua soberania territorial e de encorajar um ataque de tropas rebeldes amparadas pelo Governo de Cartum contra esse país africano.

Atualmente, há cerca de 2.500 soldados da missão militar européia Eufor na fronteira entre os dois países, que obedece a uma resolução das Nações Unidas para contribuir para a proteção dos civis que se encontram em perigo, em particular os refugiados e deslocados. EFE az/ab/plc

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