Sudão diz que comboios atacados no começo do ano transportavam imigrantes

Cartum, 29 mar (EFE).- O Sudão afirmou hoje que os dois comboios de veículos supostamente bombardeados por aviões israelenses em janeiro e fevereiro no noroeste do país transportavam apenas imigrantes ilegais, e não armas.

EFE |

O anúncio foi feito pelo chefe da Polícia sudanesa, Mohammed Najib al-Tayyip, em entrevista coletiva na qual destacou que uma equipe de agentes de segurança enviada ao local dos ataques encontrou dezenas de cadáveres carbonizados.

Tayyip destacou ainda que dois sobreviventes dos bombardeios disseram que nos comboios viajavam apenas imigrantes de países como Eritréia, Somália e Etiópia, que queriam entrar ilegalmente no Egito para viajar para outros países.

O primeiro ataque foi cerca de 437 quilômetros a noroeste da cidade portuária de Porto Sudão, no litoral do Mar Vermelho, enquanto o outro ocorreu numa zona próxima a esta localidade, disse Tayyip.

O chefe de Polícia disse ainda que "elementos estrangeiros" usam o território sudanês para traficar imigrantes ilegais para outros países.

Há dois dias, o Governo sudanês acusou Israel de ter sido o responsável por esses ataques aéreos, embora, na véspera, tenha acusado os EUA.

As autoridades sudanesas confirmaram a agressão depois que a imprensa americana noticiou que, em janeiro, aviões israelenses tinham bombardeado um comboio no Sudão que transportava armas para o Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Hoje, o grupo islâmico palestino negou ter qualquer conexão com os comboios, ao passo que o primeiro-ministro interino de Israel, Ehud Olmert, referiu-se indiretamente ao bombardeio ao dizer, na última quinta-feira, que Israel "bate onde pode para deter o terrorismo, perto e longe".

Israel não costuma confirmar nem desmentir ações militares em outros países, sejam elas feitas pelo seu Exército ou por seu serviço secreto, o Mossad. EFE az/sc

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