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Sudão confirma rejeição ao TPI, que poderá condenar presidente al-Bashir

Cartum, 13 jul (EFE).- O Conselho de Ministros do Sudão reiterou hoje em uma sessão urgente sua rejeição ao Tribunal Penal Internacional (TPI), que provavelmente acusará amanhã altos funcionários sudaneses por crimes contra a humanidade pelo conflito de Darfur.

EFE |

O Conselho "não reconhece a competência desse organismo internacional", por isso não aceitará nenhuma resolução que emane do promotor-chefe do TPI, Luis Moreno Ocampo, ressaltou o ministro sudanês de Informação, Al Zahaui Ibrahim Malek, em comunicado após a reunião.

Além disso, o funcionário deixou claro que o Governo de seu país é "capaz de preservar a sua soberania e a dignidade de seus habitantes".

Nesse sentido, Malek afirmou que o povo e seus dirigentes seguirão adiante até que a paz impere em cada canto da nação, e se realizem as eleições gerais (no fim do ano que vem).

O ministro também assinalou que o Executivo do presidente sudanês Omar Hassan Ahmad al-Bashir continuará comprometido com todos os tratados e convênios internacionais.

Malek ainda pediu ao Conselho de Segurança da ONU que adote "medidas suficientes para conseguir a paz e a estabilidade, e para que cessem as acusações falsas e a chantagem política irresponsável (contra responsáveis sudaneses)".

Por último, disse que o conflito da região sudanesa de Darfur, "é um assunto em que o Estado sudanês trabalha com o máximo esforço para resolver sem determinações de ninguém".

A reação do Conselho de Ministros se deu poucas horas depois de um protesto em frente à sede dessa instituição, onde os manifestantes cantaram palavras de ordem contra o promotor Ocampo, e de apoio a Bashir, que também poderá ser acusado.

"Adiante Bashir, somos teus soldados" e "Ocampo vergonha" foram algumas das palavras enunciadas pelas centenas de pessoas reunidas na capital do Sudão.

Ocampo deve acusar amanhã altos funcionários do Sudão, entre os quais poderá estar o próprio presidente al-Bashir pelas atrocidades cometidas em Darfur, onde mais de 300.000 pessoas morreram desde a explosão da violência, em 2003. EFE az/ab/plc

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