Sudão aceitará enviado dos EUA se ajudar a resolver problemas

Cartum, 18 mar (EFE).- O Governo sudanês condicionou hoje sua aceitação do novo enviado especial dos Estados Unidos para o Sudão, que ainda não foi nomeado oficialmente, a que ele impulsione ideias novas para solucionar os problemas que prejudicam os laços entre os dois países.

EFE |

O anúncio foi feito pelo ministro de Estado de Assuntos Exteriores sudanês, El-Samani el-Waseela, em entrevista coletiva em Cartum.

Na terça-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que, nos próximos dias, nomeará um enviado para o Sudão, enquanto alguns meios de comunicação informaram que é iminente a designação oficial do general aposentado Scott Gration como novo emissário dos EUA no país africano.

Waseela rejeitou também as declarações de Hillary nas quais ela pediu à comunidade internacional que adote sanções contra o Sudão, após ter expulsado 13 organizações humanitárias estrangeiras do país, e que trabalhavam em Darfur, no oeste do país.

Nesse sentido, o ministro sudanês advertiu que as pressões americanas não levarão a soluções.

Cartum decretou a expulsão de 13 ONGs de seu território, entre elas algumas americanas, pouco depois da ordem de detenção emitida em 4 de março pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente sudanês, Omar al-Bashir, acusado de crimes de guerra e de lesa-humanidade em Darfur.

Waseela também lembrou que a Administração do anterior líder americano, George W. Bush, fracassou na política (de sanções) contra o Sudão, por isso incentivou o atual Governo dos EUA a "entender a realidade do conflito que castiga Darfur". EFE az/an

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