Toyako (Japão), 9 jul (EFE).- Os subsídios agrícolas foram hoje o principal ponto de atrito durante a reunião entre os líderes do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados e a Rússia), e do Grupo dos Cinco (G5, que reúne Brasil, China, México, Índia e África do Sul).

O G5 atribui aos subsídios agrícolas dos países industrializados a maior parte da culpa pela atual crise alimentícia, que em sua opinião, representa uma ameaça contra seu desenvolvimento.

Segundo um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores japonês, os dois grupos continuam divididos sobre como trabalhar dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC) as negociações da Rodada de Doha sobre a liberalização do comércio global.

Na declaração conjunta divulgada um dia antes da reunião com os líderes do G8, o Grupo dos Cinco advertiu que "é imperativo criar um entorno internacional propício ao comércio relacionado com a produção agrícola, estabelecendo um regime de comércio internacional para produtos agrícolas".

O porta-voz japonês disse que os dois grupos decidiram cooperar para resolver o problema da alta dos preços dos alimentos, que fez subir a inflação nos países em desenvolvimento.

Durante a reunião, os países do G5 e do G8 abordaram também a alta dos preços do petróleo, cujo preço do barril pulou em um ano de cerca de US$ 70 para aproximadamente US$ 170.

Além disso, os líderes do G5 denunciaram em seu encontro com o G8 as atividades especulativas com o petróleo e defenderam o uso dos biocombustíveis, uma proposta do Brasil, um dos principais produtores em nível mundial.

Após um encontro fechado entre G8 e G5, os dois grupos receberam os líderes de Indonésia, Coréia do Sul e Austrália, além de representantes de quatro instituições internacionais, para a Reunião das Grandes Economias (MEM). EFE mfr/mh

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