Subsecretário de Estado americano visita região georgiana de Gori

Tbilisi, 19 out (EFE).- O secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos, Daniel Fried, visitou hoje Gori, uma das regiões georgianas mais atingidas pela guerra entre russos e georgianos pelo controle da região separatista da Ossétia do Sul.

EFE |

"A população em Gori está em uma situação difícil. Suas casas foram destruídas, suas propriedades roubadas e vivem indefesos", declarou Fried, citado pela TV georgiana.

Fried, que se reunirá amanhã com o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, afirmou que os Estados Unidos "farão todo o possível para ajudarem os georgianos" e "garantirem sua segurança".

"É muito importante a presença dos observadores europeus. Apesar de tudo, as pessoas retornam e tentam reconstruir seus lares", declarou.

O subsecretário afirmou que "EUA e as organizações internacionais apóiam a Geórgia, que o que necessita neste momento é paz".

O encouraçado americano Barry atracou no último sábado no porto georgiano de Poti (Mar Negro), onde foi recebido pelas autoridades locais.

O Ministério da Defesa georgiano não especificou as razões da visita do encouraçado, embora vários navios americanos tenham visitado este país nas últimas semanas.

O destróier Mason atracou no final de setembro passado no porto de Batumi, onde oficiais da Armada e guardas fronteiriços georgianos subiram a bordo para a realização de manobras em águas do Mar Negro.

No final de agosto, a fragata americana Dallas, com ajuda humanitária para a Geórgia, também fundeou em Batumi, sede da antiga base militar russa.

A primeira reunião entre Rússia e Geórgia promovida por ONU, UE e OSCE para a busca de um acordo permanente para o conflito pelas repúblicas separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, foi realizada esta semana em Genebra sem resultados positivos.

A Rússia afirma que as reuniões contam com a participação de representantes da Ossétia do Sul e da Abkházia, algo considerado inaceitável pela Geórgia e também pelos Estados Unidos, diz Fried.

Apesar das críticas, a Rússia começou esta semana a posicionar tropas regulares na Abkházia e na Ossétia do Sul. EFE mv/fal

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