Stonehenge serviu como local de peregrinação terapêutica

O sítio arqueológico de Stonehenge, no sul da Inglaterra, pode ter sido um lugar de peregrinação reverenciado pelas propriedades terapêuticas de suas colunas, erguidas há 5.000 anos, confirmam os resultados de escavações históricas anunciadas nesta segunda-feira.

AFP |

Os enfermos e feridos acudiam ao Stonehenge pelo poder curativo atribuído aos menires, explicou o responsável pela cátedra de Arqueologia na Universidade de Bournemouth (sul), Timothy Darvill, em entrevista coletiva na capital londrina junto com o presidente da Sociedade de Arqueólogos de Londres, Geoffrey Wainwright.

Os arqueólogos revelaram os resultados de escavações, as primeiras em 44 anos, realizadas entre 31 de março e 13 de abril. Segundo eles, a cor particular dos blocos contribuiu para estimular a crença de que tinham virtudes terapêuticas.

Várias pessoas que morreram por diferentes doenças foram enterradas ao redor do círculo de Stonehenge. Os cientistas exumaram a sepultura de um jovem, depositada em uma fossa com fragmentos de pedra azul, utilizada como talismã.

"Todas essas provas reforçam a idéia de que, qualquer que fosse a função de Stonehenge, e podem existir outras, as pedras azuis eram um elemento central", avaliou Timothy Darvill.

Uma nova datação com carbono também revela que o círculo de pedras foi erguido entre os anos 2.400 e 2.200 a.C., mais tarde do que se estimava.

Stonehenge é um dos monumentos pré-históricos mais conhecidos do mundo e, todos os anos, recebe cerca de um milhão de visitantes.

lv/tt/LR

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