Stone elogia "luta revolucionária" dos Kirchner contra o FMI

Buenos Aires, 3 jun (EFE).- O cineasta americano Oliver Stone elogiou hoje em Buenos Aires a "luta revolucionária" do casal presidencial da Argentina contra o Fundo Monetário Internacional (FMI) após a crise que castigou o país no final de 2001.

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Buenos Aires, 3 jun (EFE).- O cineasta americano Oliver Stone elogiou hoje em Buenos Aires a "luta revolucionária" do casal presidencial da Argentina contra o Fundo Monetário Internacional (FMI) após a crise que castigou o país no final de 2001. Durante um discurso perante 300 pessoas na Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires, o diretor assegurou que o ex-presidente Néstor Kirchner e sua esposa e atual governante argentina, Cristina Fernández Kirchner, são uma "casal brilhante, muito mais liberal" que o composto por Hillary e Bill Clinton. "Os Kirchner tiveram muita coragem para liderar uma revolução contra o FMI e os outros organismos internacionais de crédito após a crise de 2001", destacou Stone. O cineasta manifestou seu apoio à nova Lei de Meios de Comunicação da Argentina, a qual os principais grupos multimídia do país resistem. Oliver Stone viajou para Buenos Aires como parte da promoção de seu novo filme, "Ao sul da fronteira", um documentário que compara a visão dos meios de comunicação dos Estados Unidos sobre os Governos de esquerda da América Latina com o que ele mesmo observa no terreno. O filme inclui entrevistas com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Cristina Fernández (Argentina), Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Fernando Lugo (Paraguai), Rafael Correa (Equador) e Raúl Castro (Cuba). O cineasta considerou que seus compatriotas "não sabem nada" da América do Sul e sustentou que as críticas dos meios de comunicação aos Governos latino-americanos de tendência esquerdista respondem aos "interesses econômicos" dos Estados Unidos "para seguir mantendo o controle". Segundo Stone, "como império, os Estados Unidos tem medo que outros países cresçam" e por isso olha com receio a nações como o Irã e a Venezuela, e lembrou o apoio dos Governos de seu país às ditaduras latino-americanas dos anos 1970 e 1980. Depois do encontro com Cristina, Stone visitou a recém inaugurada Galeria dos Patriotas Latino-americanos na Casa Rosada, sede do Governo argentino. EFE jfa-cw/pb

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