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Steinmeier pede que Alemanha aproveite passos rumo à abertura de Cuba

Berlim, 9 mai (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, pediu hoje durante um debate sobre a América Latina no Parlamento alemão que se aproveitem os passos rumo à abertura dados em Cuba por seu presidente, Raúl Castro, para renovar as relações com a ilha.

EFE |

Segundo Steinmeier, com a saída de Fidel e a chegada de Raúl Castro, Cuba não se transformou da noite para o dia em uma democracia, mas não se devem "minimizar os pequenos e cuidadosos passos dados em direção à abertura".

"A cuidadosa mudança pode abrir oportunidades, e nós queremos aproveitá-las", acrescentou.

O ministro incluiu Cuba ao falar da necessidade de intensificar as relações entre a União Européia (UE) e a América Latina.

O analista de política externa da União Democrata-Cristã (CDU), Eckart von Klaeden, por outro lado, disse que Cuba deve dar passos mais claros em direção à democracia, libertando os presos políticos e permitindo que os opositores viajem ao exterior.

A chanceler alemã, Angela Merkel, viajará na semana que vem à América Latina, onde visitará Brasil, México e Colômbia, além de assistir, em Lima, à cúpula entre a UE e a América Latina.

Em seu discurso perante o Parlamento, Steinmeier se referiu também aos protestos contra a fome ocorridos em Haiti, Honduras e México, e disse que representam claros sinais de alarme.

Ele acrescentou que aqueles protestavam eram "perdedores no processo de globalização", e advertiu que há casos nos quais "confiar na capacidade de correção dos mercados não é suficiente".

Nesse contexto, o ministro pediu impulso a uma ordem justa no comércio mundial, e o apoio aos esforços nacionais para superar a brecha entre ricos e pobres.

Werner Hoyer, do opositor Partido Liberal (FDP), criticou o déficit existente na cooperação entre a UE e América Latina, que atualmente está sendo aproveitado por concorrentes no mercado mundial, como é o caso da China.

Heike Hänsel, do Partido da Esquerda, por sua parte, pediu solidariedade com a resistência latino-americana contra o neoliberalismo, e acusou os outros grupos parlamentares de verem a América Latina somente como um mercado. EFE rz/gs

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