Sri Lanka proclama vitória e rebeldes negam morte de líder

O presidente do Sri Lanka anunciou nesta terça-feira em um discurso no Parlamento a derrota total dos Tigres Tâmeis, depois que o governo informou a morte de todos os dirigentes do grupo insurgente, mas os rebeldes afirmaram que seu líder supremo continua vivo, apesar da televisão estatal ter exibido imagens de um corpo que informou ser o cadáver de Velupillai Prabhakaran.

AFP |

"A autoridade do Estado se exerce a partir de agora em cada centímetro do território. Vencemos totalmente o terrorismo", afirmou o presidente Mahinda Rajapakse.

Na segunda-feira, o governo cingalês anunciou o fim da guerra contra os Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) e a morte de todos os seus líderes, entre eles o chefe supremo Velupillai Prabhakaran.

Os Tigres Tâmeis negaram nesta terça-feira em um comunicado a morte de Prabhakaran.

"Nosso querido líder está são e salvo. Continuará liderando a questão da dignidade e da liberdade do povo tâmil", afirma o diretor de relações internacionais do movimento tâmil, Selvarasa Pathmanathan, no comunicado, divulgado na internet.

"A luta tâmil pela libedade é uma causa justa e não será esmagada pelos acontecimentos das últimas 24 horas. A verdade e a justiça prevalecerão", completa.

De fato, o chefe de Estado não mencionou no discurso de modo explícito a morte do comandante supremo dos Tigres, mas algumas horas depois a televisão estatal do Sri Lanka exibiu imagens do que afirmou ser o cadáver de Velupillai Prabhakaran, com o rosto visível.

O vídeo, que também foi exibido pelo canal privado Swarnavahini, mostra a parte superior de um corpo vestido com uniforme de camuflagem.

Parte da frente estava coberta com um lençol azul e a cabeça estava sobre um jornal manchado de sangue.

O rosto estava intacto, com os olhos abertos, e mostrava um homem no mínimo muito parecido com o líder rebelde.

As imagens divulgadas pelo canal estatal também mostraram a placa de identificação com a inscrição "0.01" e a carteira de identidade dos LTTE.

No discurso no Parlamento, o presidente Rajapakse insistiu na necessidade de uma solução política entre a maioria cingalesa (74%) e a minoria tâmil (12,5%), cujas tensões históricas alimentaram o conflito separatista iniciado em 1972.

Os políticos tâmeis esperam que o chefe de Estado aplique a 13ª emenda da Constituição, que prevê uma descentralização das nove províncias do Sri Lanka, especialmente as do norte e leste do país, donde se concentra a população tâmil.

aj-nr/fp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG