Sri Lanka limita operações de combate a resgate de civis

Nova Délhi, 27 abr (EFE).- O Governo do Sri Lanka anunciou hoje que seu Exército concluiu as operações de combate contra a guerrilha tâmil, e ordenou as tropas a não usarem armas pesadas e a aviação.

EFE |

"O Governo do Sri Lanka decidiu que as operações de combate estão concluídas", assegurou o Executivo cingalês em comunicado.

"Nossas forças de segurança receberam ordens para pôr fim ao uso de armas de calibre grosso, aviação de combate e armas aéreas, que poderiam causar baixas civis", acrescentou o Executivo, que na semana passada negou taxativamente estar usando armamento pesado em sua ofensiva final contra a guerrilha.

Segundo cálculos da ONU, aproximadamente dois mil civis morreram na semana passada na ofensiva militar contra o reduto dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) no distrito de Mullaitivu (norte).

Em seu ataque, o Exército alega ter "resgatado" mais de 100 mil civis da região, na qual se viram apanhados junto a centenas de guerrilheiros dos LTTE que lhes impediam de abandoná-la.

Segundo o comunicado do Governo, as tropas se limitarão de agora em diante ao resgate de civis mantidos como "reféns" pelos LTTE.

Um porta-voz militar esclareceu à Agência Efe que o Exército continuará com suas operações na região, mas que a partir de agora estarão centradas no resgate dos civis.

"Os LTTE estão confinados em uma pequena área. O que o Governo quer dizer (com seu anúncio) é que os combates se limitarão ao resgate dessas pessoas", disse o porta-voz Udaya Nanayakkara. EFE daa/mh

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