Sri Lanka expulsa membro do Unicef por críticas

O governo do Sri Lanka ordenou a expulsão de um representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por considerar que este se pronunciou a favor dos rebeldes tâmeis vários meses antes da derrota dos rebeldes em maio pelo Exército.

AFP |

James Elder, porta-voz australiano do Unicef, tem 15 dias para abandonar o país. Ele trabalha no Sri Lanka desde julho de 2008 e tem visto válido até 2010.

"Elder fazia propaganda a favor da organização LTTE" (Tigres de Libertação da Pátria Tâmil), declarou à AFP o secretário de Estado cingalês para as Relações Exteriores, Palitha Kohona.

"Era inaceitável. Os membros das Nações Unidas devem demonstrar imparcialidade", completou.

Antes da derrota dos guerrilheiros, Elder denunciou em um canal de televisão o "inferno" em que viviam as crianças no conflito, além da morte de vários menores nos primeiros meses da ofensiva militar.

O Unicef afirmou esperar que Elder "ainda possa ser o advogado imparcial da causa das mulheres e das crianças mais vulneráveis do Sri Lanka".

mg/fp

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