Por C. Bryson Hull COLOMBO (Reuters) - Soldados do Sri Lanka já mataram pelo menos 150 combatentes de elite da guerrilha Tigres da Libertação do Tâmil Eelam (TLTE), responsáveis por uma onda de contra-ataques, e a fuga de civis da pequena zona de guerra se intensificou, disseram militares na segunda-feira.

Houve fortes combates no fim de semana, sugerindo que os TLTE estão montando uma defesa desesperada contra a ação militar que os confinou a uma área de apenas 17 quilômetros quadrados, no nordeste da ilha.

Desde sábado, a Brigada Charles Anthony e o Regimento Radha, unidades de elite do TLTE, tentaram furar a linha de frente do Exército, segundo os militares.

"Agora eles não recuaram. Seus combatentes de elite foram mobilizados para impedir as tropas de entrarem nessas áreas", disse o general Udaya Nanayakkara, porta-voz militar. "Ontem recuperamos 50 corpos, e já recuperamos 150 ao todo."

De acordo com ele, mais cadáveres devem continuar sendo achados.

Também durante o fim de semana, pelo menos 676 civis escaparam da zona de guerra, alguns a pé, mas a ampla maioria de barco, segundo Nanayakkara.

Após 25 anos de uma guerra civil intermitente, os militares do Sri Lanka fazem aparentemente uma batalha decisiva para acabar com a capacidade do grupo separatista em agir como força convencional.

Não foi possível estabelecer contato com os TLTE para ouvir seus comentários. O grupo, no entanto, nega reiteradamente acusações de testemunhas e agências humanitárias segundo as quais eles teriam atacado civis ou feito disparos de dentro de uma zona de exclusão.

(Reportagem adicional de Ranga Sirilal)

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