Sri Lanka confirma morte de líder separatista tâmil

Por C. Bryson Hull e Ranga Sirilal COLOMBO (Reuters) - O comandante do Exército do Sri Lanka, general Sarath Fonseka, disse que o corpo do líder separatista tâmil Vellupillai Prabhakaran foi achado na terça-feira, e TVs locais mostraram o que parecia ser seu cadáver com o topo da cabeça destroçado. Não houve confirmação independente do fato.

Reuters |

As emissoras Derana e Swarnavahini mostraram soldados cercando o que disseram ser o corpo de Prabhakaran, no qual era possível ver o bigode e a farda camuflada usada pela guerrilha Tigres da Libertação do Tâmil Eelam (TLTE).

Os militares disseram que o corpo foi achado em uma lagoa.

Um tecido azul cobria o alto da cabeça, que parecia ter sido destroçado. O vídeo mostrou uma cópia de uma carteira de identidade escrita em tâmil e com o número "0:01", e também o que parecia ser uma carteirinha do TLTE com a foto dele.

Momentos antes, o general Sarath Fonseka foi à TV e à rádio públicas para anunciar a localização e identificação do cadáver do guerrilheiro.

"A boa notícia da frente de guerra é que o corpo do líder da organização terrorista que destruiu o país nos últimos 30 anos, Prabhakaran, foi achado nesta manhã pelo Exército. Identificamos o corpo", disse ele.

O TLTE havia declarado por meio de um site simpático aos rebeldes que Prabhakaran, 54, continuava vivo.

"Quero informar à comunidade global tâmil, perturbada assistindo aos fatos finais da guerra, que nosso amado líder Velupillai Prabhakaran está vivo e a salvo", disse o "chanceler" da guerrilha, Selvarajah Pathmanathan, ao site www.TamilNet.com.

A TV estatal havia noticiado a morte de Prabhakaran na segunda-feira, e fontes militares apresentaram versões diferentes a respeito de como e onde ele teria sido morto. Fonseka não deu detalhes de onde o corpo teria sido achado e como o guerrilheiro foi morto.

As tropas do Sri Lanka liquidaram na segunda-feira o último bolsão de resistência do TLTE, encerrando uma ofensiva de três anos para destruir os separatistas e vencer uma guerra civil de 25 anos.

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