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Sotomayor, indicada à Suprema Corte, diz que sua filosofia judicial é a fidelidade à lei

Sonia Sotomayor, indicada para a Suprema Corte dos Estados Unidos, disse nesta segunda-feira que sua filosofia judicial é a fidelidade à lei. A tarefa de um juiz não é fazer a lei, mas aplicá-la, disse Sotomayor numa audiência no Senado, que deve aprovar a nomeação feita pelo presidente Barack Obama.

Redação com agências internacionais |

AP

Sotomayor se prepara para testemunhar em audiência
no Senado, nesta segunda-feira

A juíza, nascida em Nova York de pais porto-riquenhos, ocupou seu lugar na mesa das testemunhas, diante dos 19 senadores que pertencem ao Comitê Judicial do Senado.

Durante a audiência, ela teria de responder às perguntas e ouvir as objeções, críticas e comentários dos legisladores, para os quais as audiências desta semana são o único momento de expressar sua opinião sobre a composição e o futuro do Supremo.

A magistrada busca, assim, se transformar na primeira descendente latina na Suprema Corte dos Estados Unidos. Sotomayor chega à audiência após ter falado pessoalmente com 89 dos 100 membros da Câmara Alta e com uma experiência sólida como promotora, juíza de primeira instância e magistrada de uma corte de apelações.

No entanto, os republicanos colocam em dúvida sua objetividade e disseram que ela parece favorecer as minorias. Alguns dos republicanos do Comitê Judicial anteciparam que, nesta segunda, perguntarão a Sotomayor sobre o tema racial.

Em Porto Rico, os moradores estão alertas para a confirmação de Sotomayor pelo Senado. Eles esperam para poder comemorar a nomeação da juíza, que tem raízes locais e deixou a ilha orgulhosa por ser indicada à Suprema Corte dos EUA.

Na costa oeste, na cidade de Mayaguez, um dos primos de Sotomayor, dono de uma padaria, Jose Baez, disse que está gravando a audiência para guardar esse momento "histórico".

"Sabemos o que isso representa para as minorias, especialmente para os porto riquenhos", disse Baez.

Muitos porto riquenhos veem a nomeação como uma conquista conseguida nos EUA, que é lar de mais de quatro milhões de porto riquenhos.

"Essa nomeação é também uma demonstração da capacidade e contribuições das pessoas de Porto Rico", escreveu o líder do principal partido de oposição da ilha de San Juan, Hector Ferrer, em uma carta de apoio ao Comitê Judicionário do Senado dos EUA.

Estudantes de direito da Faculdade de Direito de Porto Rico também assistiram a audiência. "Devemos apoiá-la porque ela é porto riquenha e superou não só a barreira do racismo, mas também a de ser mulher", disse Alwin Lopez, 21. "Isso é algo para admirar e comemorar".

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