Sósia de Morales comanda invasão de terras na Bolívia

La Paz, 1 fev (EFE).- Valerio Queso, que interpretou no cinema o presidente da Bolívia, Evo Morales -de quem é sósia-, voltou a chefiar invasões de terras no Movimento Sem-Teto boliviano no departamento de Santa Cruz -um dos que rejeitou a nova Constituição apresentada pelo governante-, informou hoje a imprensa local.

EFE |

Ele comandou um grupo de cerca de 300 integrantes que invadiram na manhã de ontem terras próximos à refinaria de Palmasola, nos arredores da cidade de Santa Cruz.

Queso, que representou o presidente de Morales no filme "Evo Pueblo" (2007), retomou assim seu ativismo após ter sido atacado e sequestrado no final de dezembro por uma comunidade dos índios aimaras que o acusou justamente de comandar invasões de suas terras por parte do Movimento Sem-Teto.

Nessa ocasião, Queso foi resgatado pela Polícia nos arredores da cidade de El Alto, vizinha de La Paz, após ser espancado por cerca de 400 camponeses que ameaçavam queimá-lo vivo no meio de uma assembleia.

"Tomaremos terras sem documentos legais, que tenham papéis adulterados ou que tenham sido doados dolosamente nos anteriores Governos", disse ao jornal "El Deber" o ator invasor, de 33 anos e notavelmente parecido com o presidente Morales.

Segundo o mesmo jornal as instituições de Santa Cruz, controladas pela oposição autonomista, denunciaram que as invasões foram planejadas pelo Governo de Morales e conclamaram os cidadãos a organizarem "movimentos de resistência".

O Governo de Morales negou que Queso tenha relação com o Executivo, alegando que ele não conta com sua proteção, nem é militante do partido governista Movimento Ao Socialismo (MAS).

Até aparecer no filme dedicado a Morales, Queso era um dirigente desconhecido de uma cidade camponesa de Santa Cruz, desde onde emigrou a La Paz para promover invasões de terras com o Movimento Sem-Teto.

"Evo Pueblo", do diretor Tonchi Antezana, narra a vida de Morales desde a infância no altiplano boliviano até se transformar em um líder dos cocaleiros da Bolívia, de onde se elegeu à Presidência, em 2006. EFE az/jp

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