Sonda Rosetta passará perto de um asteróide nesta sexta-feira

A sonda européia Rosetta passará muito perto na noite de sexta-feira do asteróide 2867 Steins, localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter, percurso que pode melhorar os conhecimentos sobre a formação dos planetas de nosso Sistema Solar.

AFP |

Lançada há quatro anos, Rosetta passará a 800 km e a uma velocidade relativa de 8,6km/s, de Steins, às 18H58 GMT, segundo a Agência Espacial Européia (ESA). A sonda e o asteróide serão nesse momento iluminados pelo Sol.

Isso dará aos cientistas muitas informações sobre a composição do asteróide que mede 4,6 km de cumprimento e gira em torno de si mesmo em pouco mais de seis horas, a uma órbita distante 353 milhões de quilômetros do sol.

Uma hora e meia depois de sua passagem mais próxima ao asteróide, os primeiros sinais de rádio de Rosetta chegarão à Terra. Os cientistas farão uma primeira apresentação dos dados levantados sábado no Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC) em Darmstadt (Alemanha).

"É um asteróide do tipo E, formado por silicatos (sais de ácido silícico), com uma superfície sombria, que nunca foi observado por um aparelho espacial", declarou à AFP Gerhard Schwehm, diretor da missão Rosetta na ESA.

Especialistas na observação de asteróide como ameaças potenciais para a Terra também analisarão os dados recolhidos por Rosetta, destacou Schwehm.

"Sempre é interessante ver suas diferentes composições, suas formas e seus tamanhos. Ao observá-los de perto e comparar os dados com aqueles recolhidos na Terra, pode saber se seu sistema de medida e de classificação é eficaz", disse Schewhm.

"Estamos preparados e estamos indo num bom caminho", comemorou semana passada Rita Schulz, cientista do projeto Rosetta.

A sonda passará perto de um outro asteróide em junho de 2010, Lutetia, antes de encontrar em 2014 o cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, distante da Terra de 675 milhões de quilômetros. Ela se movimentará alinhada com ela, transmitindo imagens detalhadas, e ela enviará um robô do tamanho de um refrigerador à sua superfície para realizar uma análise química.

Os astrônomos acreditam que o conhecimento dos cometas, formados de estilhaços da época do nascimento do sistema solar, ajudará a compreender melhor a formação dos planetas e do início da vida na Terra.

Quando atingir seu alvo, Rosetta terá percorrido aproximadamente 6,5 bilhões de quilômetros, segundo a Esa.

Rosetta sobrevoou a Terra duas vezes, e Marte uma vez, para obter a aceleração necessária para seu périplo. Os cientistas prevêem que Rosetta vai sobrevoar pela terceira e última vez a Terra em novembro de 2009.

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