Sonda de missão indiana toca a superfície da Lua

A primeira missão lunar não-tripulada da Índia, a Chandrayaan 1, colocou uma sonda na superfície da Lua nesta sexta-feira. A sonda, pintada com a bandeira indiana, tocou a superfície lunar às 15h04 GMT (13h04 em Brasília), segundo a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO).

BBC Brasil |

A nave foi lançada no dia 22 de outubro para uma missão de dois anos e, no início da semana, a Chandrayaan 1 começou a orbitar a Lua.

A colocação da sonda, que pesa cerca de 30 kg, conclui a primeira fase da missão. Nos próximos dias, a sonda vai medir a composição da exosfera da Lua.

Gelo
Ao longo de toda a missão, a Chandrayaan coletará imagens para um atlas 3D da superfície lunar e verificará a presença de gelo com a ajuda de instrumentos fabricados pela Índia e outros países, incluindo Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha.

O presidente do programa espacial da Índia, Madhavan Nair, descreveu a missão como 95% bem-sucedida até agora e anunciou que uma segunda missão lunar deverá ser lançada em 2012.

"Nós conseguimos colocar a nossa bandeira na superfície lunar com sucesso", disse Nair em uma entrevista coletiva à imprensa. O indiano acrescentou que seu pais também analisa a possibilidade de enviar um satélite a Marte.

Segundo o correspondente da BBC em Nova Déli, Sanjoy Majumder, o sucesso da missão tem sido comemorada na Índia, onde muitos vêem o projeto como um novo sinal da emergência do país como um importante participante da comunidade internacional.

O lançamento da missão lunar foi considerado um passo importante para a Índia na corrida espacial entre os países asiáticos, da qual também fazem parte a China e o Japão.

Além da Índia, a China, a Coréia do Sul e o Japão estão de olho no mercado de lançamento comercial de satélites e consideram seus programas espaciais um símbolo importante da estatura internacional do país e de seu desenvolvimento econômico.

Mas os esforços do governo indiano na corrida espacial também foram bastante criticados. Muitos consideram o programa um desperdício de recursos em um país onde milhões de pessoas não tem acesso a serviços básicos. O custo estimado da missão é de US$ 78 milhões (cerca de R$ 175 milhões).

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