Sonda americana Phoenix pousará em Marte em 25 de maio

A sonda americana Phoenix, em missão a Marte em busca de sinais de vida, aproxima-se de seu destino, após nove meses de viagem, e deve pousar no Planeta Vermelho em 25 de maio, de acordo com o calendário previsto, anunciou a Nasa nesta terça-feira.

AFP |

"Não é um passeio no campo. Pousar uma nave espacial de forma segura sobre Marte é difícil e arriscado", declarou Ed Weiler, da Direção de Missão Científica da Nasa.

Segundo Weiler, várias expedições, não apenas americanas, fracassaram em tentativas anteriores. "Menos de 50% das tentativas tiveram êxito", comentou.

Quando chegar a Marte, Phoenix Mars Lander tentará fazer um perigosa descida à superfície do planeta, no local escolhido pela agência espacial, graças às imagens de alta resolução obtidas pelo módulo orbital Mars Reconnaissance.

A missão da sonda é cavar através do solo e do gelo de Marte, usando instrumentos científicos para analisar as amostras, em busca de possíveis formas de vida passada, ou presente. Essa missão deve durar três meses.

Phoenix é dotada de instrumentos que, ao analisar a composição do permafrost marciano, são capazes de detectar moléculas de carbono e de hidrogênio, elementos necessários à vida.

A sonda também pode descobrir outros componentes químicos e determinar, assim, se uma forma de vida primitiva foi, ou ainda é possível, em Marte, acrescentou Peter Smith, principal responsável científico.

Uma vez na superfície de Marte, Phoenix, que também possui uma câmera, vai abrir seu braço robótico articulado de 2,35 metros, que entrará, verticalmente, no solo, rompendo a camada de gelo que se acredita existir bem perto da superfície, e extrairá amostras. As temperaturas variam de -73°C e -33°C.

Com as duas antenas solares abertas, a Phoenix mede 5 metros de largura por 1,52 metro de comprimento e pesa 350 quilos, sendo 55 quilos de instrumentos científicos.

Phoenix Mars Lander partiu do Centro Espacial Kennedy em Cabo Cañaveral, Flórida (sudeste), em agosto de 2007.

Muitos cientistas vêem sinais de antigos rios e oceanos na estéril e árida superfície de Marte e acreditam que, algum dia, pode ter abrigado formas de vida.

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